Cara Senhora Link,
Não sei se estas palavras irão chegar à senhora, pois suspeito que não seja daqui, mas mesmo assim escrevo-lhe.
Não sei a sua idade, mas suponho que seja bem vivida, por isso começo lhe dizendo que o conselho bíblico para mulheres mais velhas, é que “sejam capazes de ensinar o que é bom”, que orientem e ensinem às mais novas a “amarem seus maridos… a serem prudentes e puras e estarem ocupadas em casa e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos”. Não adianta se zangar comigo, pois o texto está em Tito 2:3 a 5, e creio ser ele inspirado.
Este é o melhor comportamento, segundo a Bíblia, ao invés de ficar compartilhando devaneios e influenciando negativamente as irmãs, pondo “minhocas” na cabeça delas e suscitando inconformações com os maridos que têm.
Os homens realmente não são muito bons em matéria de relacionamento. Faz parte da maldição, lembra? explicada no artigo do irmão Tadeu. Eles são mesmo imperfeitos, pecadores, e tudo neles está sob o impacto do pecado. Normalmente vivem à volta com cardos e espinhos, lutando para darem o melhor possível a suas mulheres e filhos, e sofrendo frustração por nunca atingirem as expectativas e nunca fazerem o bastante. Eles amam, sim, suas famílias, em sua grande maioria, e estão dispostos a se entregar por elas, porém precisam de um mínimo de reconhecimento, de compensação, de afeto, ternura, doçura e aconchego (coisas que a senhora parece achar que só mulheres querem receber, esquecendo que muitas não estão dispostas a dar).
Escreva artigos edificantes, D. Bárbara, que levem as esposas a chegar em casa e abraçarem carinhosamente seus maridos (a ponto deles estranharem), gratas por eles, compreendendo suas lutas e não exigindo que sejam “Dom Juans” todo dia e o dia todo.
O Romantismo é importante, mas nós não temos textos prontos, elaborados e artificiais, como nos romances e nas novelas de televisão. Entre cardos e espinhos a “batida do bombo” é outra. É impossível acordar e ir dormir em clima de lua de mel; é querer demais!
Suas “incucações” estariam melhor ficando restritas ao seu diário, do contrário são uma ameaça a mentes femininas e à estabilidade de muitos lares. Elas semeiam sentimentos de inconformação que germinarão e produzirão discórdia, que é um péssimo fruto.
Ponha mais base bíblica nas páginas do seu diário, ore por inspiração e não se detenha apenas nos seus próprios sentimentos que, aliás, não são um apoio confiável.
E, terminando, quero dizer a Seu Rodrigo Silva, citado pela senhora, que me desculpe, mas o amenizado e caramelizado comentário sobre o texto de Efésios 5:23 não reflete a interpretação correta da idéia expressa pelo apóstolo Paulo. Sem dúvida faz sucesso com as feministas, mas está equivocado.
Sugiro a todos, especialmente à senhora, a releitura cuidadosa do sensato artigo da irmã Beverly Nunes, em edição anterior deste jornal.
Esperando mudanças nos próximos escritos da senhora, me despeço com meu grito de “guerra”: Viva o amor!
Brabo Linko
