CANSÃO DOS INPERFEITOS

 


 

 

 

                                    (Ceacute; Lia Valadão)

E se for pra semear a esperança no jardim
E se for pra desculpar uma criança eu digo sim
E se for pra perdoar não tenho escolha
Também sou pecador
Também preciso de perdão

Não sou santo e não sou anjo
Nem demônio eu sou só eu
Imperfeito, insatisfeito
Mas feliz, assim sou eu
Eu sou contradição eu sou Imperfeição
Só Deus é coerente

Já sorri, já fiz feliz
Já promovi, já elevei
Já chorei já fiz chorar
Já me excedi já magoei

Eu tenho um coração
Mas sou contradição
Só Deus acerta sempre

Por isso eu canto esta canção
Canção de amor arrependido
Ao Deus que é pai, ao Deus que é paz
Ao Deus que é luz, ao Deus que é vida

E quando a gente cai Deus age como pai
Perdoa, perdoa e torna a perdoar
E ensina como amar
Eu sou contradição, mas Deus, ele é perdão.

Publicado em:  on 21 21UTC Maio 21UTC 2008 at 11:52 am Deixe um comentário

VALUCE MÃE

O que seria aquilo? Tão inesperada aquela gravidez…
Tão planejada aquela segunda… Em tempos tão difíceis!
Dois maravilhosos momentos
Mesmo pelos males e tormentos

(Tanta tosse!)
Viagem, bolsa pronta: Talita. 3.100g, 48cm, 8:30h. Espirro.
Noites, quantas noites!
Barriguinha inflada, carvão…
Leite caprino: a salvação.

Biquinho, bolsa na mão, ares de independência.
Tanta VONTADE a ser dominada,
Muito destemor sendo tão criança.
Sapato róseo, Chiquinha no cabelo, muita andança.

Jamais se viu tão linda! Que capricho! “Tan hermosa”.
Saiu ao pai ou à mãe?
Não há nem como duvidar:
Da mãe muito o que puxar.

Acumuladora. Tudo é sempre meu!
Talentosa, habilidosa, tudo faz
Tudo toca, tudo lê, tudo escreve, tudo entende
Tudo ouve, tudo infere, muito gente!

(Tantos chutes!)
Dores, pressa, bolsa rompida: Vítor. 4.200g, 52cm, 5:50h. Lindas pernas.
Dias, quantos dias! (e noites!)
(como descrever numa frase?) Incerteza, oração. Perdê-lo-ía?
Alento: Ele atendeu! Em breve correr iria!

Ai! Derrubou as formas! Espalhou a farinha!
MAS CORRE PELA CASA! Sobrar nas curvas é o de menos.
“Papai”, “Mamãe”. Carrinho sapatinho, força, firmeza.
Nada mais poderíamos querer, com certeza.

Descuidadão. “Na minha bagunça encontro tudo.”
Mestre dos consertos, hábil, faz em segundos.
Tudo o que for, pode vir
Só não venha me corrigir!

Não adianta, tá no sangue.
Mãe, mãe, somos muito de ti
Danação/doçura, Bondade/rebeldia. Ofensa/simpatia
Firmeza/amor, egoísmo/serviço. Fraqueza/energia

“Chega pra lá!” (vem pra cá)
“Não quero!” (quero)
“Me deixe!” (me abrace)
“Não quero viver este dia”/cuscuz cheirando na cozinha.

Incoerência? Absolutamente não!
Humanidade, fragilidade,
Inquietação, força,
Intensidade!

VOCÊ…

Sossegue! Temos muito “disso”
Aprendemos muito com nossa desbravadora, nossa professora.
Na vida, haverá momentos em que choraremos na dor, nos fortaleceremos na fé,

Aprenderemos com os erros, nos alegraremos nas conquistas.

Seremos felizes.
O seu amor nos moldou.
Mesmo às vezes não sabendo, amamos você!
FELIZ DIA DAS MÃES!

Tadeu Montenegro

 

 

 

Publicado em:  on 12 12UTC Maio 12UTC 2008 at 7:50 pm Deixe um comentário

A Fonte


Tadeu Montenegro

Enaltecendo o que são as mães

Muito de belo já foi escrito.

Sua força, amor, importância,

Seu rosto para sempre bonito.

Se eu fosse poeta

Certamente belas expressões registraria.

Com a suavidade duma nuvem

O que vai no interior se revelaria.

Mas quem são as mães das mães?

Quem sempre por elas vela?

A quem a mãe recorre

Quando não se sente bela?

A dor nem sempre revelada,

Sofrida no fundo da alma,

Não encontra muito espaço para aparecer

Pois há tantos para atender!…

De onde a mãe se alimenta?

Nutre-se de quê poder?

Que substância a sustenta

Para ter tanto a oferecer?

Com a fragilidade abafada,

Sua força sempre ali está.

Suas lágrimas derramadas em silêncio

Preparam-lhe a alma para outras enxugar.

Mas ninguém se importa se ela é frágil;

A isso não se dá consideração.

Pois sendo uma fortaleza, ou não,

O que vale mesmo é seu grande coração.

Humanas, muito humanas, longe da perfeição.

Quem as ousaria, no entanto, acusar?

Pois que esquecem muitas vezes de si,

Ao espalharem o doce verbo amar.

Para os erros que podem não ser poucos

Há apenas uma solução.

Motivados que são sempre pelo amor,

Devem ser todos cobertos pelo perdão.

O que nutre, de onde mina?

Onde a fonte desse amor que impressiona?

Se a gratidão só na maturidade brotar,

Sendo tarde, emociona e faz chorar.

Ainda não respondida a origem do ser mãe,

Dessa estrela onipresente, que até incomoda,

Pois compõe os recônditos da nossa alma, tece-nos o ser,

É percebida no dia a dia, pois somos feitos à sua moda.

Agora a resposta, da origem de tal dom,

Que o faz ser assim tão próximo do ideal.

Não é daqui: é divina, emana do Céu, vem de cima.

Do único Amor perfeito e incondicional.

Publicado em:  on at 6:54 pm Deixe um comentário