A Fonte
A Fonte
Tadeu Montenegro
Enaltecendo o que são as mães
Muito de belo já foi escrito.
Sua força, amor, importância,
Seu rosto para sempre bonito.
Se eu fosse poeta
Certamente belas expressões registraria.
Com a suavidade duma nuvem
O que vai no interior se revelaria.
Mas quem são as mães das mães?
Quem sempre por elas vela?
A quem a mãe recorre
Quando não se sente bela?
A dor nem sempre revelada,
Sofrida no fundo da alma,
Não encontra muito espaço para aparecer
Pois há tantos para atender!…
De onde a mãe se alimenta?
Nutre-se de quê poder?
Que substância a sustenta
Para ter tanto a oferecer?
Com a fragilidade abafada,
Sua força sempre ali está.
Suas lágrimas derramadas em silêncio
Preparam-lhe a alma para outras enxugar.
Mas ninguém se importa se ela é frágil;
A isso não se dá consideração.
Pois sendo uma fortaleza, ou não,
O que vale mesmo é seu grande coração.
Humanas, muito humanas, longe da perfeição.
Quem as ousaria, no entanto, acusar?
Pois que esquecem muitas vezes de si,
Ao espalharem o doce verbo amar.
Para os erros que podem não ser poucos
Há apenas uma solução.
Motivados que são sempre pelo amor,
Devem ser todos cobertos pelo perdão.
O que nutre, de onde mina?
Onde a fonte desse amor que impressiona?
Se a gratidão só na maturidade brotar,
Sendo tarde, emociona e faz chorar.
Ainda não respondida a origem do ser mãe,
Dessa estrela onipresente, que até incomoda,
Pois compõe os recônditos da nossa alma, tece-nos o ser,
É percebida no dia a dia, pois somos feitos à sua moda.
Agora a resposta, da origem de tal dom,
Que o faz ser assim tão próximo do ideal.
Não é daqui: é divina, emana do Céu, vem de cima.
Do único Amor perfeito e incondicional.
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