CANSÃO DOS INPERFEITOS

 


 

 

 

                                    (Ceacute; Lia Valadão)

E se for pra semear a esperança no jardim
E se for pra desculpar uma criança eu digo sim
E se for pra perdoar não tenho escolha
Também sou pecador
Também preciso de perdão

Não sou santo e não sou anjo
Nem demônio eu sou só eu
Imperfeito, insatisfeito
Mas feliz, assim sou eu
Eu sou contradição eu sou Imperfeição
Só Deus é coerente

Já sorri, já fiz feliz
Já promovi, já elevei
Já chorei já fiz chorar
Já me excedi já magoei

Eu tenho um coração
Mas sou contradição
Só Deus acerta sempre

Por isso eu canto esta canção
Canção de amor arrependido
Ao Deus que é pai, ao Deus que é paz
Ao Deus que é luz, ao Deus que é vida

E quando a gente cai Deus age como pai
Perdoa, perdoa e torna a perdoar
E ensina como amar
Eu sou contradição, mas Deus, ele é perdão.

Publicado em: on Maio 21, 2008 at 11:52 am Deixe um comentário

A Fonte

A Fonte

  

Tadeu Montenegro

 

Enaltecendo o que são as mães

Muito de belo já foi escrito.

Sua força, amor, importância,

Seu rosto para sempre bonito.

 

  Se eu fosse poeta

Certamente belas expressões registraria.

Com a suavidade duma nuvem

O que vai no interior se revelaria.

 

 Mas quem são as mães das mães?

Quem sempre por elas vela?

A quem a mãe recorre

Quando não se sente bela?

 

A dor nem sempre revelada,

Sofrida no fundo da alma,

Não encontra muito espaço para aparecer

Pois há tantos para atender!…

 

 De onde a mãe se alimenta?

Nutre-se de quê poder?

Que substância a sustenta

Para ter tanto a oferecer?

 

 Com a fragilidade abafada,

Sua força sempre ali está.

Suas lágrimas derramadas em silêncio

Preparam-lhe a alma para outras enxugar.

 

 Mas ninguém se importa se ela é frágil;

A isso não se dá consideração.

Pois sendo uma fortaleza, ou não,

O que vale mesmo é seu grande coração.

 

 Humanas, muito humanas, longe da perfeição.

Quem as ousaria, no entanto, acusar?

Pois que esquecem muitas vezes de si,

Ao espalharem o doce verbo amar.

 

 Para os erros que podem não ser poucos

Há apenas uma solução.

Motivados que são sempre pelo amor,

Devem ser todos cobertos pelo perdão.

 

 O que nutre, de onde mina?

Onde a fonte desse amor que impressiona?

Se a gratidão só na maturidade brotar,

Sendo tarde, emociona e faz chorar.

 

 Ainda não respondida a origem do ser mãe,

Dessa estrela onipresente, que até incomoda,

Pois compõe os recônditos da nossa alma, tece-nos o ser,

É percebida no dia a dia, pois somos feitos à sua moda.

 

Agora a resposta, da origem de tal dom,

Que o faz ser assim tão próximo do ideal.

Não é daqui: é divina, emana do Céu, vem de cima.

Do único Amor perfeito e incondicional.

Publicado em: on Maio 12, 2008 at 6:54 pm Deixe um comentário