Louva-a-deus Orquídea, O Inseto-Flor

Senta-se quietamente em uma flor e espera por presas. Seu padrão de cores com tons cor-de-rosa e brancos se combina com flores comuns em florestas úmidas tropicais, mas não é similar a nenhuma flor em particular. Há uma faixa verde pequena através do tórax, chamariz útil para quebrar a aparência do inseto e fazendo-o assemelhar-se a duas flores separadas. Entre os olhos há um chifre pequeno, simulando um instrumento reprodutivo da flor. Há um ponto escuro na última peça do abdômen, perto do ânus que atrai moscas pequenas que confundem o ponto com uma outra mosca que forrageia na flor. Há muitas listras marrons longitudinais ao longo do lado superior do abdômen. Estas são muito similares às das orquídeas honey guides e são dirigidas para o tórax do pequeno louva-deus. Alguns insetos são atraídos desta maneira, mas geralmente o abdômen dorsal não é visível na posição de descanso. Quando se move lentamente usa um movimento de balanço, similar a uma planta movendo-se por uma brisa.

O Discovery Channel descreve a orquídea como uma das “maravilhas da natureza” e declara sobre a camuflagem do louva-a-deus: “Quando a sobrevivência da espécie está em jogo é normal acontecer este tipo de disfarce”.

[Observe a palavra em negrito no último parágrafo. Contida na palavra “normal” há, na realidade, uma complexíssima combinação de multifatores interdependentes de ordem bioquímica, biológica e, acima de tudo, criacionista – o mimetismo, a camuflagem nos reinos animal e vegetal é mais um indício do planejamento inteligente sempre presente na natureza. E planejamento demanda um Planejador. Esse pequeno animal é mais uma das maravilhas da criação. A coisa não é tão normal assim...]

Fontes:

http://www.flickr.com/photos/sublimedart/861338368/in/set-72157600004033205/

http://darwinstories.blogspot.com/2007/02/how-mantis-came-to-look-like-orchid.html

Publicado em:  on 18 18UTC Novembro 18UTC 2009 at 11:59 am Deixe um comentário
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As Penas do Faisão



Eu me orgulhava muito de minha nova espingarda calibre 12. Tinha conseguido dinheiro para comprá-la colhendo vagens. Meu alvo era aprender a arte de caçar faisões, gansos canadenses e outros pássaros tão abundantes no vale de Willamette. Meus pais pareciam estar certos de que quatorze anos era idade suficiente para essa atividade.

As primeiras saídas com meu amigo Bob nada produziram. Apesar de nossos melhores esforços e do fato de os faisões chineses serem vagarosos e barulhentos quando levantavam vôo, erramos todos eles. Sobretudo, fazíamos longas caminhadas nas manhãs úmidas de outono, pontilhadas de uns poucos momentos de excitação e de tiros ineptos.

Finalmente, numa manhã de fim de semana, fomos caçar com os mais experientes, o irmão mais velho de Bob e seu amigo. Como os mais jovens, Bob e eu fomos instruídos a ir até o fim do milharal e esperar. Os outros dois, com seus cães de caça alemães, caçariam primeiro. Se errassem o alvo, nossa tarefa era atirar nos pássaros ao virem em nossa direção.

E assim aconteceu. Um magnífico faisão chinês levantou vôo, escapou e veio diretamente para onde eu estava agachado. Mirei e disparei quando ele estava justamente acima de nós. Penas voaram por toda parte. Um cão veio correndo e pegou a parte maior que restara do faisão. Ele tinha quase se partido em dois. Mas no que restava pude ver o anel branco do pescoço, as penas vermelhas, o verde-escuro da cabeça, e as listas brilhantes das longas penas da cauda. O irmão de Bob olhou para o pássaro morto e declarou que não valia a pena levá-lo para casa. Lançou-o então numa moita de amoreira preta.

Disfarçando o desapontamento e simulando coragem, tomei uma das longas penas e a enfiei no meu boné de caça. Mais tarde, sozinho em casa, estudei a pena. Não podia apagar a imagem daquele pássaro colorido, cuidando de seus interesses e alvejado sem um bom motivo. A estupidez irreparável de tudo aquilo me acabrunhou. Pus a espingarda no armário, vendi-a no ano seguinte e nunca mais cacei.

Gerald R. Winslow

Gerald R. Winslow (Ph.D., pela Theological Union) é deão e professor de ética cristã na faculdade de religião da Loma Linda University, em Loma Linda, Califórnia.

Fonte: http://dialogue.adventist.org/articles/14_2_carr_p.htm

A Confissão de Richard Lewontin

(Pesquisador da Harvard University. Considerado o pensador evolucionista mais influente e um dos biólogos mais celebrados da atualidade)

Nós ficamos ao lado da Ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso para cumprir muitas de suas extravagantes promessas em relação à saúde e à vida, apesar da tolerância da comunidade científica em prol de teorias certamente não comprovadas, porque nós temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não que os métodos e instituições da ciência de algum modo compelem-nos a aceitar uma explicação material dos fenômenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados por nossa prévia adesão ao conceito materialista do universo a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas para os não iniciados. Além disso, para nós, o materialismo é absoluto; não podemos permitir que o ‘Pé Divino’ entre por nossa porta.”

(New York Rewiews of Books, maio de 1987)

Publicado em:  on 31 31UTC Outubro 31UTC 2008 at 7:06 pm Deixe um comentário
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Salmo Vinte e Três Milhões

Salmo 23

1.   O Senhor é meu Pastor, nada me faltará

2.  Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

3. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

4. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

5. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.


Salmo 23 Milhões

1.   O Acaso é o meu pastor, nada me faltará.

2.  Evoluir-me faz continuamente, proporciona-me as melhores adaptações.

3.  Produz mutações mágicas; guia-me a níveis superiores, através da sua sábia previsão.

4.  Ainda que andasse pelo vale das radiações não temeria mal algum, porque tu estás comigo; tuas reações químicas e mutações me aperfeiçoam.

5.  Preparas um mundo de adaptações na presença das dificuldades, providencias o surgimento de órgãos e membros, sempre estás a me suprir.

6. Certamente que o aperfeiçoamento e a evolução me seguirão sempre e chegarei, após longos dias, a graus de perfeição ainda impensados.

Tadeu Montenegro

Publicado em:  on 25 25UTC Outubro 25UTC 2008 at 11:12 pm Deixe um comentário
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