ANDAR MANCANDO

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David Jones

Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: “Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada”. Ao nascer do sol atravessou Peniel, mancando por causa da coxa. (Gênesis 32: 30 e 31)

 Em um episódio do programa de TV The Cosby Show, Cliff e Clair estavam planejando participar de um evento black-tie e decidiram concorrer a respeito de quem estaria vestido de maneira “mais suave”. Eles tinham uma semana para se preparar para esta competição, que seria julgada por seus filhos. Durante a semana, Clair machuca o tornozelo e fica equipada com ataduras muito pouco atraentes. Ela precisará usar uma bengala de apoio durante o seu processo de reabilitação, mas sua vaidade e orgulho não permitem esse dispositivo de apoio em sua vida. Ela se esforça para andar até que seu sogro a orienta para usar o que ela acredita ser uma bengala decorativa, uma herança de família. Ela sente-se privilegiada por usar isso e recupera sua confiança o suficiente para vencer o concurso. Jacó lutou a noite toda com Jesus e durante a luta Ele fez o quadril de Jacó tornar-se ferido. Jacó passou a mancar pelo resto de sua vida.

Eu estava concluindo um workshop intensivo com um ministro cujo pecado sexual tinha sido muito exibido publicamente através de sua prisão e exposição na mídia. Sua luta era com uma indesejada atração sexual pelo mesmo sexo que se originou a partir de abuso sexual na infância. Ele tinha uma família solidária, igreja e amigos, que eram parte de seu processo de recuperação em curso. Durante nossos momentos finais, lembrei-lhe que ele “andaria mancando” pelo resto de sua vida. Eu estava me referindo a esta luta contínua contra os efeitos residuais de seu abuso sexual no passado e por sua maneira de ter agido. Eu disse a ele que isso não era uma coisa ruim se ele fosse humilde e fraco, apoiando-se sobre a “cana” de apoio, Cristo. Tínhamos reuniões de acompanhamento durante vários meses para garantir o curso de seu plano de recuperação. Cerca de um ano depois, ele me informou que ele estava irritado com a minha declaração de “andar mancando”. Ele queria ser livre de qualquer lembrança de sua indesejada atração e de qualquer lembrança de comportamentos passados. Como nós exploramos a raiz da sua ira, tornou-se evidente que o seu problema era realmente um orgulho. Quando temos uma fraqueza isso mostra que somos fracos e necessitados e nenhum de nós quer ser visto sob essa ótica. A verdade é que todos nós somos muito carentes e fracos. O vício sexual ou idolatria expõe, intensifica e amplia esse nível de carência e fraqueza. Jesus poderia ter curado a coxa ferida de Jacó, mas Ele não fez. Jesus poderia ter removido ou curado o espinho na carne de Paulo, mas Ele não fez. Só porque alguém ainda enfrenta a tentação sexual não significa que ele não está curado ou mudado. Quando Clair tentou colocar a sua confiança em si mesma, ela falhou, mas quando ela humilhou-se e apoiou-se em sua bengala, ela encontrou uma nova confiança. Todos nós lutamos com algum tipo de fraqueza em nossa caminhada cristã. Alguns de nós lutamos com a desonestidade, a fofoca, ressentimentos, raiva, luxúria, e a lista continua interminavelmente. A questão é: o que ou em quem você vai se apoiar. Você vai apoiar-se sobre si mesmo e encobrir a sua luta? Você vai ceder em sua luta e dizer “Bem, isso é apenas o jeito que eu sou e nasci assim”? Ou você vai apoiar-se sobre a bengala de Sua graça e do Seu poder suficiente? Apoiar-se sobre Ele nos dá uma nova confiança que vem somente através de nossa total dependência dEle. Se você está lutando hoje com sentimento derrotado porque você ainda sente-se fraco e luta com sua aflição, saiba que você não é um fracasso. Quando as pessoas perguntam por que você ainda fraqueja, diga-lhes que Deus está lhe ensinando como ser uma criança em dependência dEle. Então sorria e cite 2 Coríntios 12:10 “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então é que sou forte.” A questão não é se você está livre da sua luta ou enfermidade. A questão é em quem você vai se apoiar em sua vida diária. Incline-se sobre Sua bengala hoje e Ele lhe dará a graça, força e confiança que só podem vir por você ser “fraco”.

(David Jones, no boletim do Restoration Path, julho de 2013)

Published in: on 9 de junho de 2016 at 6:00 pm  Deixe um comentário  

Seu Lugar de Adoração

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“Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dEle, ou se falo de mim mesmo” (Jesus, em João 7:17)

Todos os templos erigidos pelo homem tem a finalidade de adoração. As construções religiosas de povos como babilônicos, assírios, hititas, egípcios, fenícios, edomitas, filisteus, gregos, etc, visavam a adoração de alguma entidade que a eles se manifestava de alguma maneira. Os antigos deuses pagãos não eram apenas frutos da imaginação dos povos que os serviam. Aqueles que, no passado, ofereciam seus filhos ao deus Moloque, por exemplo, colocando-os sobre um altar ardente, não estavam dedicando tal sacrifício àquela estátua de ferro, mas àquela entidade que estava representada naquela estátua. O deus literalmente se manifestava e fazia suas exigências através dos sacerdotes. Em 1 Coríntios 10, Paulo nos diz que “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios”. Seres espirituais do mal sempre estão por trás de todo sistema de adoração enganoso. A deusa Diana dos Efésios certamente tinha suas aparições onde fazia suas exigências a respeito de como desejava ser adorada. Astarote, Baal, Samiramis, e os deuses dos Astecas, e os dos índios brasileiros, e das tribos africanas, dos povos orientais, todos se manifestavam ao povo. As imagens eram a representação visível dessas entidades espirituais.

O templo judeu era construído com a única finalidade de adorar ao Deus Criador, era dedicado unicamente a YHWH. Sua construção foi solicitada pelo próprio Eterno: “E Me farão um santuário e habitarei no meio deles” (Êxodo 25:8).

Quando Jesus transfigurou-se diante de Pedro, Tiago e João (Marcos 9:2-9), tendo junto de Si a Moisés e Elias, Pedro influenciado pela idéia corrente na cultura da época, propôs construírem ali três templos, cada um dedicado a um dos três personagens. (Moisés e Elias, segundo o relato bíblico, já estavam no Céu; o primeiro pela ressurreição e o segundo por arrebatamento. Note bem, não se tratava de dois profetas mortos). O texto bíblico acentua que Pedro não sabia o que dizer, e a sua idéia nem foi considerada por Jesus. A intenção era dar aos discípulos mais uma grandiosa prova da divindade do Senhor, que lhes sustentaria a fé nos difíceis tempos que estavam por vir. Caso o pensamento de Pedro fosse sensato, o Senhor poderia ter concordado e dito: “muito bem, Pedro, construam neste local templos dedicados a Moisés e a Elias, como memorial desta aparição grandiosa. Nesses santuários eles serão para sempre honrados, lembrados, e até venerados”. Jesus jamais proferiria tais palavras, pois Ele sabia o risco espiritual que isso significaria.

Alguns séculos após estabelecida a igreja cristã, no entanto, templos começaram a ser erigidos em honra às mais diversas personalidades. A influência do paganismo, que, como se sabe, aos poucos foi adentrando a igreja e trazendo grandes modificações, foi se fazendo mais intensa. O tsunami das idéias das culturas nas quais os cristãos estavam inseridos teve força tão tremenda, que pouco tempo depois que os pilares da fé, que eram os discípulos e os primeiros cristãos, morreram, a influência nefasta da falsa adoração iniciou sua obra. Paulo já havia previsto tal mudança, quando escreveu aos Tessalonicenses, em sua primeira carta, no capítulo 2, sobre a apostasia que viria, sobre os falsos mestres, o mistério da iniqüidade e do erro. Mudanças de grande peso estavam para ser introduzidas nos sistemas de ensino e adoração cristãos, mudanças que equivaleriam a uma apostasia, ou seja, a um desvio da verdade.

Se os gregos tinham tantos templos, dedicados a tantos deuses, a ponto de terem um dedicado “ao deus desconhecido” (Atos 17:23), os cristãos igualmente, incorporando tal procedimento, começaram a erigir templos dedicados não aos deuses gregos nem romanos, mas aos “deuses” cristãos. Templos dedicados a Pedro, a Paulo e a um tanto mais de líderes cristãos começaram a proliferar. Já mais de duzentos anos haviam se passado desde a Cruz. Na verdade, muito pouco tempo para tão grande degeneração. Os romanos construíam templos e dedicavam aos seus imperadores, que eram santificados após sua morte. Igualmente os cristãos passaram a erigir e dedicar templos a santos mortos. Não tardou para que templos começassem a ser dedicados a Maria, mãe de Jesus. A influência dos templos dedicados às deusas pagãs foi forte demais.

Na atualidade, a quem foi dedicado o templo no qual você adora?

Na minha cidade natal há inúmeros templos dedicados a Maria. De Lourdes, das Neves, de Fátima, da Penha, do Rosário, das Mercês. Há templos dedicados a Santa Júlia, São Judas Tadeu, Menino Jesus de Praga, a São Gonçalo, São Pedro Pescador. Onde moro atualmente, a principal igreja é dedicada à Rainha dos Anjos. O curioso é que jamais vi um santuário dedicado à adoração do Deus Criador, ou do Cristo Salvador. É como se toda a honra e adoração devesse ser direcionada a outros seres.

A suposta aparição de Maria a jovem Bernadette, em 1858, pediu que ali fosse construído um templo em sua honra. A aparição de Fátima também deu instruções no sentido de que fosse construído um templo para si: “Sou a Senhora do Rosário; quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra” (parte da mensagem da sexta aparição, em 13 de outubro de 1917).

“A razão da nossa peregrinação ao santuário de Fátima é apresentar a Maria as nossas preces” (papa Paulo VI).

Possivelmente está na hora de você perguntar a si mesmo: A quem foi dedicado o templo no qual eu adoro? Estarei eu honrando mais à criatura do que ao Criador?

Não esqueça que louvar com hinos, dirigir orações a, ajoelhar-se diante de, servir com oferendas a, pretender abrigar-se ante a proteção de, erigir templos em honra de, … todas essas  são formas de adoração.

“Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto (ou servirás)” são as palavras de Jesus registradas em Mateus 4:10. 

Published in: on 18 de fevereiro de 2014 at 8:32 pm  Deixe um comentário  
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Na Bigorna da Realidade

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“Os casamentos não transcorrem sem sofrimento. O apóstolo Paulo não estava apenas falando por falar quando advertiu que os que se casam enfrentarão dificuldades.

Os casados ferem-se mutuamente.

Os casamentos não são feitos no céu nem na igreja. Eles são feitos nos lares, entre duas pessoas que se diferenciam de muitas maneiras, e que procuram vencer os obstáculos do caminho. A recompensa vale o esforço.

O esforço é um desafio. Tal façanha não se realiza pensando pensamentos felizes ou com o bater de uma vara de condão. Ele é forjado numa oficina de dor e problemas; de desalento e incompreensão; de lágrimas e provações.

Seu sonho é remodelado pelo malho do tempo, na bigorna da realidade.”

 (Douglas Roberts, em Para Adão, Com Amor)

Published in: on 14 de junho de 2013 at 7:53 pm  Deixe um comentário  
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Cânion no Texas: Evidência Geológica de uma Catástrofe

Cânion no Texas: Evidência Geológica de uma Catástrofe

Brian Thomas, M. S

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No verão de 2002, as chuvas recordes que caíram sobre a região conhecida como Texas Hill Country  sobrecarregaram o Lago Canyon. A água transbordou sobre a barragem e esculpiu enormes desfiladeiros com paredes íngremes através do embasamento de pedra calcária rio abaixo. O leito do rio escavado, agora chamado Desfiladeiro do Canyon Lake, tem mais de um quilômetro e meio de comprimento e foi isolado para estudo científico.

 Depois de estudar a área durante os últimos oito anos, os cientistas estão agora chegando às mesmas conclusões que os geólogos criacionistas têm ensinado por décadas sobre os rápidos processos catastróficos que esculpiram a terra.

 Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, os geólogos Michael Lamb e Mark Fonstad examinaram o dano colossal que esculpiu a terra e que ocorreu em tão pouco tempo no Canyon Lake. Eles extrapolaram suas conclusões afirmando que o evento poderia ser um modelo útil na interpretação de desfiladeiros semelhantes na Terra e até mesmo em Marte.

Sanjeev Gupta, um geólogo de campo do Imperial College de Londres, que não estava envolvido no estudo, disse à Science News, “A Geologia é tipicamente acerca de eventos que aconteceram há muito tempo e muito lentamente. Este é um dos primeiros estudos sobre os efeitos de um evento que produziu um canyon de uma única vez”. 1

Mas este não é um dos primeiros.

No outono de 2009, 45 geólogos participaram de uma viagem de campo para o “Pequeno Grand Canyon” (cerca de 40 vezes menor do que o Grand Canyon do Arizona), que foi formado em 19 de março de 1982, depois do rompimento de uma barragem provocado pelo fluxo de lama advindo da catastrófica erupção no Monte Santa Helena.2 A Sociedade Geológica da América publicou um documento em 2009 sobre o evento.3

Anos antes, o Instituto para Pesquisa da Criação produziu o documentário Monte Santa Helena: Evidência explosiva de uma catástrofe, sobre os resultados catastróficos da erupção vulcânica. Esse documentário mostra o incrível poder que a água em movimento tem para produzir erosão massiva em curtos períodos de tempo.

Agora, os autores da Nature Geoscience semelhantemente mostram que a inundação no Canyon Lake deslocou rochas com mais de um metro de tamanho, escavou cerca de sete metros de calcário e transformou um vale em que havia um manto de solo em um desfiladeiro rochoso em apenas cerca de três dias.4

A mentalidade do “há muito tempo e muito lento” tem sido uma barreira grave para uma interpretação correta de formações geológicas. Por exemplo, os visitantes do Grand Canyon por décadas ouviram dizer que ele foi esculpido pelo Rio Colorado através de longos períodos. Mas se esse fosse o caso, ele teria deixado uma paisagem, “de rolamento”, arredondada, e não uma garganta de paredes íngremes que se parecem com as encontradas no Rio Toutle no Monte Santa Helena, e com as do desfiladeiro do Lago Canyon, no Texas central.

Michael Lamb comparou as “ilhas alongadas”4 de material que a enxurrada do Lago Canyon deixou para trás com as estruturas semelhantes às do Canal da Mancha e do Channeled Scablands do estado de Washington. Estes tinham sido explicados pelos geólogos criacionistas como tendo sido originados na última Era Glacial, quando eventos de inundação locais haviam rompido barragens de lagos enormes e drenado para o mar, esculpindo novas paisagens ao longo do caminho. 5

 Alan D. Howard, um geomorfologista da Universidade da Virgínia em Charlottesville, como se estivesse seguindo uma dica de um geólogo criacionista Dilúvio-catastrofista, disse sobre o desfiladeiro do Lago Canyon: “Não leva milhões de anos para que seja criado um canal impressionante. Grandes massas de água fluindo podem fazer um monte de trabalho em um período muito curto de tempo “1.

Na verdade, pode e certamente o fez.

Referências:

  1. Perkins, S. 2010. Even a newborn canyon is big in Texas. ScienceNews. 178 (2): 15.
  2. Austin, S. A. 2009. Christian Geologists Influential at GSA Meeting. Acts & Facts. 38 (12): 8-9.
  3. Austin, S. A. 2009. The dynamic landscape on the north flank of Mount St. Helens. Geological Society of America Field Guides. 15: 337-344.
  4. Lamb, M. P. and M. A. Fonstad. 2010. Rapid formation of a modern bedrock canyon by a single flood event. Nature Geoscience. 3 (7): 477-481.
  5. Silvestru, E. 2007. Wild, wild floods! Creation Ministries International. Posted on creation.com September 5, 2007, accessed June 24, 2010.

  Fonte: http://www.icr.org/article/texas-canyons-geologic-catastrophe/

 

Published in: on 29 de novembro de 2012 at 3:02 pm  Deixe um comentário  
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Louva-a-deus Orquídea, O Inseto-Flor

Senta-se quietamente em uma flor e espera por presas. Seu padrão de cores com tons cor-de-rosa e brancos se combina com flores comuns em florestas úmidas tropicais, mas não é similar a nenhuma flor em particular. Há uma faixa verde pequena através do tórax, chamariz útil para quebrar a aparência do inseto e fazendo-o assemelhar-se a duas flores separadas. Entre os olhos há um chifre pequeno, simulando um instrumento reprodutivo da flor. Há um ponto escuro na última peça do abdômen, perto do ânus que atrai moscas pequenas que confundem o ponto com uma outra mosca que forrageia na flor. Há muitas listras marrons longitudinais ao longo do lado superior do abdômen. Estas são muito similares às das orquídeas honey guides e são dirigidas para o tórax do pequeno louva-deus. Alguns insetos são atraídos desta maneira, mas geralmente o abdômen dorsal não é visível na posição de descanso. Quando se move lentamente usa um movimento de balanço, similar a uma planta movendo-se por uma brisa.

O Discovery Channel descreve a orquídea como uma das “maravilhas da natureza” e declara sobre a camuflagem do louva-a-deus: “Quando a sobrevivência da espécie está em jogo é normal acontecer este tipo de disfarce”.

[MEU COMENTÁRIO: Observe a palavra em negrito no último parágrafo. Contida na palavra “normal” há, na realidade, uma complexíssima combinação de multifatores interdependentes de ordem bioquímica, biológica e, acima de tudo, criacionista. O mimetismo ou camuflagem nos reinos animal e vegetal é mais um indício do planejamento inteligente sempre presente na natureza. E planejamento demanda um Planejador. Esse pequeno animal é mais uma das maravilhas da Criação. A coisa não é tão normal assim…]

Fontes:

http://www.flickr.com/photos/sublimedart/861338368/in/set-72157600004033205/

http://darwinstories.blogspot.com/2007/02/how-mantis-came-to-look-like-orchid.html

Published in: on 18 de novembro de 2009 at 11:59 am  Deixe um comentário  
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O Guincho do Coelho


Alguns ciprestes magníficos erguiam suas copas acima da velha cabine de hóspedes, para onde tínhamos voltado nossa atenção. Papai, meu irmão Pete e eu estávamos em nossa primeira caçada de coelhos no sítio do meu avô em Michigan. Os coelhos que faziam morada nessas árvores eram, segundo papai, muito rápidos. Pete e eu não dissemos uma palavra ao darmos a volta pelos fundos da cabine. Sabíamos que se os coelhos nos escutassem, fugiriam mais que depressa sem permitir um tiro.

Preparei minha garrucha calibre 20. Papai veio do outro lado e, no momento em que ele entrava em minha visão periférica, vi o coelho saltar duma moita. Nada poderia ter desfeito minha concentração naquele coelho enquanto eu o mantinha ao alcance visual, como papai me havia ensinado. Ele parou logo mais adiante. Eu sabia que teria de chegar bem perto para disparar, por isso aproximei-me mais; antes, porém, de encurtar a distância entre nós, a caça estava encerrada. Papai disparou primeiro e vi o coelho cair. Pelo som do guincho do animal, eu sabia que o tiro de papai não o matara imediatamente. O guincho foi tão intenso e penetrante que cada um de nós correu para o lugar onde ele jazia contorcendo-se em dores. Papai agachou-se, agarrou-o pelas pernas traseiras, colocou-o no chão, pôs seu pé sobre a cabeça do bicho e puxou. O sangue jorrou, enquanto seu coração fazia o último esforço pela vida.

Estou certo de que tentei, mas falhei em esconder o horror que sentia por dentro.

Papai deve tê-lo visto em minha face, pois o que me disse mostrou que ele também precisava justificar sua ação perante os dois filhos. “É o modo mais rápido de tirá-lo de sua miséria”, disse.

Mark F. Carr (Ph.D. pela University of Virginia) é professor associado de religião

Fonte: http;//dialogue.adventist.org/articles/14 2 carr p.htm



Published in: on 18 de novembro de 2009 at 11:29 am  Deixe um comentário  

As Penas do Faisão



Eu me orgulhava muito de minha nova espingarda calibre 12. Tinha conseguido dinheiro para comprá-la colhendo vagens. Meu alvo era aprender a arte de caçar faisões, gansos canadenses e outros pássaros tão abundantes no vale de Willamette. Meus pais pareciam estar certos de que quatorze anos era idade suficiente para essa atividade.

As primeiras saídas com meu amigo Bob nada produziram. Apesar de nossos melhores esforços e do fato de os faisões chineses serem vagarosos e barulhentos quando levantavam vôo, erramos todos eles. Sobretudo, fazíamos longas caminhadas nas manhãs úmidas de outono, pontilhadas de uns poucos momentos de excitação e de tiros ineptos.

Finalmente, numa manhã de fim de semana, fomos caçar com os mais experientes, o irmão mais velho de Bob e seu amigo. Como os mais jovens, Bob e eu fomos instruídos a ir até o fim do milharal e esperar. Os outros dois, com seus cães de caça alemães, caçariam primeiro. Se errassem o alvo, nossa tarefa era atirar nos pássaros ao virem em nossa direção.

E assim aconteceu. Um magnífico faisão chinês levantou vôo, escapou e veio diretamente para onde eu estava agachado. Mirei e disparei quando ele estava justamente acima de nós. Penas voaram por toda parte. Um cão veio correndo e pegou a parte maior que restara do faisão. Ele tinha quase se partido em dois. Mas no que restava pude ver o anel branco do pescoço, as penas vermelhas, o verde-escuro da cabeça, e as listas brilhantes das longas penas da cauda. O irmão de Bob olhou para o pássaro morto e declarou que não valia a pena levá-lo para casa. Lançou-o então numa moita de amoreira preta.

Disfarçando o desapontamento e simulando coragem, tomei uma das longas penas e a enfiei no meu boné de caça. Mais tarde, sozinho em casa, estudei a pena. Não podia apagar a imagem daquele pássaro colorido, cuidando de seus interesses e alvejado sem um bom motivo. A estupidez irreparável de tudo aquilo me acabrunhou. Pus a espingarda no armário, vendi-a no ano seguinte e nunca mais cacei.

Gerald R. Winslow

Gerald R. Winslow (Ph.D., pela Theological Union) é deão e professor de ética cristã na faculdade de religião da Loma Linda University, em Loma Linda, Califórnia.

Fonte: http://dialogue.adventist.org/articles/14_2_carr_p.htm

Published in: on 18 de novembro de 2009 at 10:50 am  Deixe um comentário  
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A Confissão de Richard Lewontin

(Pesquisador da Harvard University. Considerado o pensador evolucionista mais influente e um dos biólogos mais celebrados da atualidade)

Nós ficamos ao lado da Ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso para cumprir muitas de suas extravagantes promessas em relação à saúde e à vida, apesar da tolerância da comunidade científica em prol de teorias certamente não comprovadas, porque nós temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não que os métodos e instituições da ciência de algum modo compelem-nos a aceitar uma explicação material dos fenômenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados por nossa prévia adesão ao conceito materialista do universo a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas para os não iniciados. Além disso, para nós, o materialismo é absoluto; não podemos permitir que o ‘Pé Divino’ entre por nossa porta.”

(New York Rewiews of Books, maio de 1987)

Published in: on 31 de outubro de 2008 at 7:06 pm  Deixe um comentário  
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Salmo Vinte e Três Milhões

Salmo 23

1.   O Senhor é meu Pastor, nada me faltará

2.  Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

3. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

4. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

5. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.


Salmo 23 Milhões

1.   O Acaso é o meu pastor, nada me faltará.

2.  Evoluir-me faz continuamente, proporciona-me as melhores adaptações.

3.  Produz mutações mágicas; guia-me a níveis superiores, através da sua sábia previsão.

4.  Ainda que andasse pelo vale das radiações não temeria mal algum, porque tu estás comigo; tuas reações químicas e mutações me aperfeiçoam.

5.  Preparas um mundo de adaptações na presença das dificuldades, providencias o surgimento de órgãos e membros, sempre estás a me suprir.

6. Certamente que o aperfeiçoamento e a evolução me seguirão sempre e chegarei, após longos dias, a graus de perfeição ainda impensados.

Tadeu Montenegro

Published in: on 25 de outubro de 2008 at 11:12 pm  Comments (1)  
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“Brasileiros São Desprezíveis”

 

 Para cientista, brasileiros eram “desprezíveis”

 

 Se a floresta tropical brasileira provocou “deleite” em Charles Darwin, o naturalista não teceu muitos elogios aos brasileiros. “Miseráveis” e “desprezíveis” foram algumas das classificações dadas por ele durante a sua temporada no país.
Logo no início, no Rio, Darwin se queixava da burocracia para conseguir a autorização para viajar pelo interior do Estado, exigida aos estrangeiros.
No dia 6 de abril, ele escreveu: “Nunca é muito agradável submeter-se à insolência de homens de escritório, mas aos brasileiros, que são tão desprezíveis mentalmente quanto são miseráveis as suas pessoas, é quase intolerável. Contudo, a perspectiva de florestas selvagens zeladas por lindas aves, macacos e preguiças, lagos, roedores e aligatores fará um naturalista lamber o pó até da sola dos pés de um brasileiro”.

Procurando amenizar, disse Ildeu Moreira, do Ministério da Ciência e Tecnologia:

“Ele tinha um posicionamento preconceituoso. Apesar de ser abolicionista, ele tinha uma visão aristocrata”,  (IN)

 

Jornal A Folha de São Paulo  23/03/2008

 

Ítalo Nogueira

 

 

Fonte: http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/2072.html

            (site oficial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia)

Published in: on 24 de setembro de 2008 at 12:25 pm  Comments (4)  
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Receitas

Bolachinhas de aveia
Fonte: Delícias vegetarianas de elisa Biazzi

– 1 xícara de aveia
– 1/2 xícara de castanha do pará
– 1 xícara de suco de maçã
– 4 colheres de sopa de melado
– 1 pitadinha de sal
– 1 colherzinha de raspas de laranja
– 4 colheres de sopa de óleo de oliva

Bata no liquidificador as castanhas do pará com o suco
de maçã até obter um creme. Misture os outros
ingredientes e coloque as colheradas para assar em uma
forma untada para assar a 180oC durante 20 minutos .
Abaixe o forno para 150oC e deixe mais de 10 a 15 minutos

Published in: on 31 de agosto de 2008 at 9:26 pm  Deixe um comentário  

Canção dos Imperfeitos

 


 

 

 

                                    (Ceacute; Lia Valadão)

E se for pra semear a esperança no jardim
E se for pra desculpar uma criança eu digo sim
E se for pra perdoar não tenho escolha
Também sou pecador
Também preciso de perdão

Não sou santo e não sou anjo
Nem demônio eu sou só eu
Imperfeito, insatisfeito
Mas feliz, assim sou eu
Eu sou contradição eu sou Imperfeição
Só Deus é coerente

Já sorri, já fiz feliz
Já promovi, já elevei
Já chorei já fiz chorar
Já me excedi já magoei

Eu tenho um coração
Mas sou contradição
Só Deus acerta sempre

Por isso eu canto esta canção
Canção de amor arrependido
Ao Deus que é pai, ao Deus que é paz
Ao Deus que é luz, ao Deus que é vida

E quando a gente cai Deus age como pai
Perdoa, perdoa e torna a perdoar
E ensina como amar
Eu sou contradição, mas Deus, ele é perdão.

Published in: on 21 de maio de 2008 at 11:52 am  Deixe um comentário  

VALUCE MÃE

O que seria aquilo? Tão inesperada aquela gravidez…
Tão planejada aquela segunda… Em tempos tão difíceis!
Dois maravilhosos momentos
Mesmo pelos males e tormentos

(Tanta tosse!)
Viagem, bolsa pronta: Talita. 3.100g, 48cm, 8:30h. Espirro.
Noites, quantas noites!
Barriguinha inflada, carvão…
Leite caprino: a salvação.

Biquinho, bolsa na mão, ares de independência.
Tanta VONTADE a ser dominada,
Muito destemor sendo tão criança.
Sapato róseo, Chiquinha no cabelo, muita andança.

Jamais se viu tão linda! Que capricho! “Tan hermosa”.
Saiu ao pai ou à mãe?
Não há nem como duvidar:
Da mãe muito o que puxar.

Acumuladora. Tudo é sempre meu!
Talentosa, habilidosa, tudo faz
Tudo toca, tudo lê, tudo escreve, tudo entende
Tudo ouve, tudo infere, muito gente!

(Tantos chutes!)
Dores, pressa, bolsa rompida: Vítor. 4.200g, 52cm, 5:50h. Lindas pernas.
Dias, quantos dias! (e noites!)
(como descrever numa frase?) Incerteza, oração. Perdê-lo-ía?
Alento: Ele atendeu! Em breve correr iria!

Ai! Derrubou as formas! Espalhou a farinha!
MAS CORRE PELA CASA! Sobrar nas curvas é o de menos.
“Papai”, “Mamãe”. Carrinho sapatinho, força, firmeza.
Nada mais poderíamos querer, com certeza.

Descuidadão. “Na minha bagunça encontro tudo.”
Mestre dos consertos, hábil, faz em segundos.
Tudo o que for, pode vir
Só não venha me corrigir!

Não adianta, tá no sangue.
Mãe, mãe, somos muito de ti
Danação/doçura, Bondade/rebeldia. Ofensa/simpatia
Firmeza/amor, egoísmo/serviço. Fraqueza/energia

“Chega pra lá!” (vem pra cá)
“Não quero!” (quero)
“Me deixe!” (me abrace)
“Não quero viver este dia”/cuscuz cheirando na cozinha.

Incoerência? Absolutamente não!
Humanidade, fragilidade,
Inquietação, força,
Intensidade!

VOCÊ…

Sossegue! Temos muito “disso”
Aprendemos muito com nossa desbravadora, nossa professora.
Na vida, haverá momentos em que choraremos na dor, nos fortaleceremos na fé,

Aprenderemos com os erros, nos alegraremos nas conquistas.

Seremos felizes.
O seu amor nos moldou.
Mesmo às vezes não sabendo, amamos você!
FELIZ DIA DAS MÃES!

Tadeu Montenegro

 

 

 

Published in: on 12 de maio de 2008 at 7:50 pm  Deixe um comentário  

A Fonte


Tadeu Montenegro

Enaltecendo o que são as mães

Muito de belo já foi escrito.

Sua força, amor, importância,

Seu rosto para sempre bonito.

Se eu fosse poeta

Certamente belas expressões registraria.

Com a suavidade duma nuvem

O que vai no interior se revelaria.

Mas quem são as mães das mães?

Quem sempre por elas vela?

A quem a mãe recorre

Quando não se sente bela?

A dor nem sempre revelada,

Sofrida no fundo da alma,

Não encontra muito espaço para aparecer

Pois há tantos para atender!…

De onde a mãe se alimenta?

Nutre-se de quê poder?

Que substância a sustenta

Para ter tanto a oferecer?

Com a fragilidade abafada,

Sua força sempre ali está.

Suas lágrimas derramadas em silêncio

Preparam-lhe a alma para outras enxugar.

Mas ninguém se importa se ela é frágil;

A isso não se dá consideração.

Pois sendo uma fortaleza, ou não,

O que vale mesmo é seu grande coração.

Humanas, muito humanas, longe da perfeição.

Quem as ousaria, no entanto, acusar?

Pois que esquecem muitas vezes de si,

Ao espalharem o doce verbo amar.

Para os erros que podem não ser poucos

Há apenas uma solução.

Motivados que são sempre pelo amor,

Devem ser todos cobertos pelo perdão.

O que nutre, de onde mina?

Onde a fonte desse amor que impressiona?

Se a gratidão só na maturidade brotar,

Sendo tarde, emociona e faz chorar.

Ainda não respondida a origem do ser mãe,

Dessa estrela onipresente, que até incomoda,

Pois compõe os recônditos da nossa alma, tece-nos o ser,

É percebida no dia a dia, pois somos feitos à sua moda.

Agora a resposta, da origem de tal dom,

Que o faz ser assim tão próximo do ideal.

Não é daqui: é divina, emana do Céu, vem de cima.

Do único Amor perfeito e incondicional.

Published in: on 12 de maio de 2008 at 6:54 pm  Comments (1)  

Comentário/Contestação

Cara Senhora Link,

Não sei se estas palavras irão chegar à senhora, pois suspeito que não seja daqui, mas mesmo assim escrevo-lhe.

Não sei a sua idade, mas suponho que seja bem vivida, por isso começo lhe dizendo que o conselho bíblico para mulheres mais velhas, é que “sejam capazes de ensinar o que é bom”, que orientem e ensinem às mais novas a “amarem seus maridos… a serem prudentes e puras e estarem ocupadas em casa e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos”. Não adianta se zangar comigo, pois o texto está em Tito 2:3 a 5, e creio ser ele inspirado.

Este é o melhor comportamento, segundo a Bíblia, ao invés de ficar compartilhando devaneios e influenciando negativamente as irmãs, pondo “minhocas” na cabeça delas e suscitando inconformações com os maridos que têm.

Os homens realmente não são muito bons em matéria de relacionamento. Faz parte da maldição, lembra? explicada no artigo do irmão Tadeu. Eles são mesmo imperfeitos, pecadores, e tudo neles está sob o impacto do pecado. Normalmente vivem à volta com cardos e espinhos, lutando para darem o melhor possível a suas mulheres e filhos, e sofrendo frustração por nunca atingirem as expectativas e nunca fazerem o bastante. Eles amam, sim, suas famílias, em sua grande maioria, e estão dispostos a se entregar por elas, porém precisam de um mínimo de reconhecimento, de compensação, de afeto, ternura, doçura e aconchego (coisas que a senhora parece achar que só mulheres querem receber, esquecendo que muitas não estão dispostas a dar).

Escreva artigos edificantes, D. Bárbara, que levem as esposas a chegar em casa e abraçarem carinhosamente seus maridos (a ponto deles estranharem), gratas por eles, compreendendo suas lutas e não exigindo que sejam “Dom Juans” todo dia e o dia todo.

O Romantismo é importante, mas nós não temos textos prontos, elaborados e artificiais, como nos romances e nas novelas de televisão. Entre cardos e espinhos a “batida do bombo” é outra. É impossível acordar e ir dormir em clima de lua de mel; é querer demais!

Suas “incucações” estariam melhor ficando restritas ao seu diário, do contrário são uma ameaça a mentes femininas e à estabilidade de muitos lares. Elas semeiam sentimentos de inconformação que germinarão e produzirão discórdia, que é um péssimo fruto.

Ponha mais base bíblica nas páginas do seu diário, ore por inspiração e não se detenha apenas nos seus próprios sentimentos que, aliás, não são um apoio confiável.

E, terminando, quero dizer a Seu Rodrigo Silva, citado pela senhora, que me desculpe, mas o amenizado e caramelizado comentário sobre o texto de Efésios 5:23 não reflete a interpretação correta da idéia expressa pelo apóstolo Paulo. Sem dúvida faz sucesso com as feministas, mas está equivocado.

Sugiro a todos, especialmente à senhora, a releitura cuidadosa do sensato artigo da irmã Beverly Nunes, em edição anterior deste jornal.

Esperando mudanças nos próximos escritos da senhora, me despeço com meu grito de “guerra”: Viva o amor!

Brabo Linko

Published in: on 15 de abril de 2008 at 12:00 pm  Deixe um comentário  

O Diário de Bárbara Link II

Querido Diário, dez, 08/2005
Uma pergunta: SOLTEIRAS, VIÚVAS, DIVORCIADAS, DESQUITADAS OU DESASSOCIADAS?

Fui ao banco hoje e a fila estava enorme. Após vários minutos de espera, tentando administrar minha indignação pela falta de cumprimento à lei, me detive na conversa entre duas mulheres, procurando interessar-me por algo para amenizar meu tédio. Pareceu-me que uma fazia companhia a outra. Falavam de relacionamento conjugal. É comum mulheres casadas falarem dos maridos. Geralmente conversam sobre suas manias, do que fizeram ou fazem em determinadas ocasiões, do que gostam ou não, a maioria, assuntos triviais.

Não era o caso desta conversa que me chamou a atenção.

A jovem senhora dizia para a outra que gostaria muito de voltar a amar o marido. Que já tentou várias vezes sem conseguir. Que antes o amava profundamente e o amor foi se indo com a indiferença dele, a falta de atenção, de consideração, de aconchego. As mágoas que ela tinha eram profundas porque muitas vezes precisou do aconchego dele, e este, lhe foi negado. Escutei aquelas palavras e fiquei profundamente condoída por reconhecer que esta é a dor sentida por muitas mulheres. Mulheres esquecidas por seus maridos! Não são reconquistadas!

Alguns homens, para não dizer a maioria, são tão alheios aos pequenos detalhes, às pequenas atenções, às palavras e gestos de apreciação, aos cuidados desinteressados e carinhosos que são verdadeiros brilhantes na reconquista diária! Fiquei relembrando o tempo em que os rapazes queriam me conquistar. Como eram cheios de amabilidade, traziam em seus olhares um brilho de sedução e o galanteio que o tempo do relacionamento vai corroendo. Isto porque se julga que o objeto de conquista foi alcançado. Mera ilusão. Precisamos diariamente conquistar e sermos conquistadas. Ninguém pertence ao outro se não passar por um processo constante de cativação. Só que os casais esquecem-se disso. Depois de 1, 5, 10, 20 anos de casados eles se perdem na caminhada. Alguns rompem os laços, outros, têm capacidade de recomeçar e ir se reconquistando com muito tempo perdido, e outros, vivem em um status irreconhecível. Não são mais solteiros, nem divorciados ou desquitados porque vivem debaixo do mesmo teto e partilham do social juntos, mas são desassociados, perderam a capacidade de cativação.

E eu fico pensando nisso com muita tristeza e tentando encontrar algumas causas dessa dissociação. Recordando os sentimentos da jovem senhora, o que pode ter faltado no seu relacionamento é o seu marido ter assumido o papel de cabeça do lar. Durante muito tempo essa expressão me incomodou sensivelmente. Pareceu-me que as esposas não possuíam pensamento próprio, capacidade de tomar decisões acertadas, necessitando do homem para fazê-las nos momentos cruciais da vida. Para minha alegria, o comentário da lição deste trimestre referente a Efésios 5:23 feito por Dr. Rodrigo P. Silva (CPB) trouxe uma nova luz a minha inquietação. Ele fala que o homem ser cabeça, não indica que ele é o chefe. “A razão do equívoco é que em muitos idiomas modernos o termo ‘cabeça’ passou a significar metaforicamente algo como ‘mentor’, ‘mandatário’, ‘chefia’. Em alguns momentos, o termo tornou-se pejorativo quando se refere, por exemplo, a ‘cabeça do bando’. Mas nas línguas bíblicas, o sentido de cabeça é mais voltada para as idéias de ‘origem’ e ‘providência’ ou ‘cuidado paternal’. E é este o sentido por trás de Efésios 5:23. Tanto o é que o ano novo (rosh há shaná) é chamado em hebraico de ‘cabeça do ano’, isto é, seu princípio. Assim, Paulo está dizendo que o marido é cabeça da mulher porque deve cuidar dela como Cristo cuida de sua igreja”.

 Bárbara Link

 

 

 

Published in: on 15 de abril de 2008 at 11:54 am  Deixe um comentário  

O Diário de Bárbara Link I

Em 2005, uma pessoa muito ligada a mim começou a publicar textos em forma de um diário. Transcrevo aqui dois desses textos e um comentário recebido pela mesma como resposta.

DIÁRIO DE MULHER Quinta, 27, out.,2005

A palavra que escrevi outro dia no meu diário foi FRÁGIL – SEXO FRÁGIL. Já escutei tanto esse jargão que em alguns momentos convenci-me inteiramente de minha própria fragilidade, para minutos depois negá-la.

Como sou muito pensativa, reflexiva, curiosa e crítica procurei descobrir onde está a fragilidade das mulheres, a minha própria fragilidade.

Inicialmente, pensei que a origem dela poderia estar na força física, mas quando fui à feira e vi mulheres carregando pesos e outras com crianças pesadas nos ônibus sob solavancos e freadas, quando me lembrei das trouxas de roupas lavadas e passadas ao ferro, do arrasta-arrasta de móveis, do peso de um filhode nove meses ao ventre, desisti de justificar a fragilidade por este caminho.

Aí fui para os choros, os desabafos, as crises existenciais, os desatinos, seria essa a fragilidade da mulher? Comparativamente, o falar muito de si mesma, a ausência de freio nas lágrimas, a exteriorização dos sentimentos, as conversas íntimas que não são às escondidas e a transparência, as tornam mais fortes que os homens. As mulheres conseguem enfrentar as duras realidades sem máscaras, sem negação, sem esconderijos, num contínuo reerguimento dos desamores, frustrações, sofrimentos e indiferenças, e isto é ser muito forte!

Frágil, diante da força de produção? Não! Claro que não!… As mulheres desenvolvem mil e uma atividades, acordam planejando, dormem embaladas por sonhos e projetos de vida, de manhã quando abrem os olhos já estão em pé. O dia inteiro é de atendimento às suas necessidades e dos outros, e com a emancipação que se pensava que seria feminina, mas que acabou sendo puramente masculina, diversificou-se o campo de trabalho tão amplamente que acabou transformando as mulheres em super-heróinas descabeladas.

Então até aí, nada de fragilidade. Talvez ingenuidade, ilusão, tentativa de fuga, mas fragilidade nenhuma.

Continuando a pensar… Fui para os relacionamentos. Continuei minha reflexão sobre os relacionamentos, pois a resposta poderia aí estar – nos relacionamentos. No relacionamento com o mesmo sexo a força expressa na competição, na superação constante uma das outras, nas amizades dissimuladas, na inveja, nos comentários maliciosos, nos olhares maldosos, nisto comecei a encontrar a fragilidade, mas os homens não a têm igual? Não seria essa a fragilidade do próprio ser humano oriundo do afastamento dos valores eternos e superiores?

Prosseguindo, entrei na questão do relacionamento homem e mulher. Ai encontrei mulheres desejosas de aceitação, segurança, companheirismo, com a auto-estima totalmente refém, aceitando serem subjugadas, assumindo parcerias desiguais, querendo ser protegidas, “alimentadas”, acariciadas, acalentadas, afagadas, valorizadas, sentidas e vistas, entregues plenamente ao homem, mesmo às vezes assumindo posições sofrivelmente agressivas. Então, encontrei a fragilidade feminina.

Ela não é assim vista nos homens e alguns, apoderam-se dela perversamente, usando-a para destruição.

Jesus externando amplamente sua preocupação com este assunto, deu conselhos aos homens de como devem tratar sua mulher. Embora o assunto se restrinja à relação matrimonial, pode ser extensivo à relação de namoro e noivado. Ele aconselha através dos escritos de Elen G. White:

“Fazei tudo que estiver em vosso poder para tornar a vida de vossa esposa aprazível e feliz.” “…o marido deve manifestar grande interesse em sua família. Em especial, deve ser muito delicado para com os sentimentos de sua esposa débil” ( O Lar Adventista);

“…Sejam sábios no convívio, tratam-na com honra, como parte mais frágil“( I Pedro 3:7)

“Sejam compassivos, misericordiosos e humildes… bendigam…

…não a tratem com amargura”(Colossenses 3:19)

“…unindo mediante sua afeição devotada, forte, fervente, os membros da família – mãe e filhos nos mais fortes laços de união”;

“Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25);

“…alimenta e cuida, como Cristo faz com a igreja”;

“Coisa alguma neste mundo é tão preciosa para Deus como a Sua igreja. Coisa alguma é por Ele guardada com tão cioso cuidado” (II TS,381).

Eis o modelo de como tratar a fragilidade feminina!

 

Bárbara Link

 

 

 

Published in: on 15 de abril de 2008 at 11:50 am  Deixe um comentário  
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Mais um dia

 Olá, mundo,

Penso se serei lido por alguém, afinal ningém sabe que eu tenho blog.

Os dias têm passado lentos. o trabalho anda moroso. As preocupações sempre presentes. As incertezas inquientantes da vida vão ocupando mais espaço no drive do que deveriam . Cada porta aberta pode nos levar a lugares inesperados; as mudanças de rumo na vida nos conduzem a novas paragens que podem ser de pastos verdes ou terrenos pedregosos, espinhosos. O poder de uma decisão pode ser comparado ao de uma bomba H.

Sigamos em frente. Do quê reclamar? Se a situação atual precisa de ajustes, façâ-mo-los; continuemos a cuidar da vida, buscando caminhos, tomando decisões. Ela vai seguindo pelos caminhos para os quais nos voltamos.

Não somos fantoches, induzidos e lançados num turbilhão inexorável chamado “destino”. Não há tal personagem manipulador no qual possamos lançar a culpa das vissicitudes ou creditar nossas venturas.

Você e eu, neste momento mesmo, estamos a traçar nosso futuro, nossa vida, nosso destino.

Que sejamos movidos pela sensatez e possamos acertar.

Published in: on 6 de março de 2008 at 12:24 pm  Comments (2)  

2008 janeiro « Tadeumontenegro’s Weblog

Bom, fui pra praia, sim. hj de manhã.
Inventando moda, eu sempre estou.
e pensando numa nikon… ultimamente sempre também.🙂
talvez eu vá pra UnB. mas isso vai demorar, no mínimo, uns 2 anos ainda.
Nem te contei, né? mas na UnB, o curso de música é 4 estrelas.
Na UFPB, 5 estrelas!!
minha prof que disse!
então, não saio daqui agora de jeito nenhum!

Hj as Dedic’arts vêm pra cá: aula de técnica vocal com um professor da universidade.
amanhã, vou pegar a caixa da AVON.
e tenho q decidir logo sobre a câmera. pra que ela chegue antes do acampamento de carnaval.
quando é q vc vem aqui de novo??
bjo, pai! :*

Published in: on 16 de janeiro de 2008 at 10:20 am  Deixe um comentário  

E-mail p Talita

Nada como fotos (no Orkut) para deixar a gente morrendo de saudade.
Hoje estou especialmente nesse estado.
O que estará a minha filhona de 20 anos fazendo agora? Dormindo? Na praia? Naquele comércio horroroso procurando uma pexinxa para presentear alguém? Having breakfast? Pensando numa tal Nikon? inventando moda?
Que estejas muito bem, consigo e com o mundo.
Na sexta-feira fui pela 1ª vez na UnB com um colega, no correio. Almoçamos no RU (comidinha assim assim), que fica em frente ao depto de Música. Tudo amplo e lembra um pouco a UFPB pelas muitas árvores. Aqui tem MUITAS árvores. Adivinha em quem pensei muito?
Será que vc virá estudar aqui algum dia?…
Um abração, uma esticadinha nas orelhas seguida de uma consertadinha p compensar,
um beijo na testa.
Amo você.
Deus te abençoe.
Published in: on 15 de janeiro de 2008 at 12:12 pm  Deixe um comentário  
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